Manchetes da Semana: aluguel pelo IGP-M sobe 3,34% e o que muda para o seu imóvel
Crédito imobiliário em alta, Selic esperada em 13,50%, juros americanos e eleição no domingo: os fatos de 26 de setembro a 2 de outubro e o efeito de cada um no seu bolso.

EM 30 SEGUNDOS
- ›O IGP-M subiu 1,57% em setembro e o reajuste dos aluguéis com aniversário em outubro chega a 3,34%.
- ›O crédito imobiliário com recursos da poupança somou R$ 16,97 bilhões em agosto, alta de 46,6% em um ano, segundo a Abecip.
- ›O mercado manteve a projeção da Selic em 13,50% no fim de 2026, mas elevou a estimativa de inflação para 4,99%.
- ›Nos EUA, dados de emprego mais fracos reduziram a aposta em nova alta de juros, e no Brasil a bolsa subiu 4,7% na semana antes do primeiro turno.
- ›Em Goiânia, os anúncios públicos do portal mostram preço médio de cerca de R$ 9,9 mil por metro quadrado.
Conheça a fundadoraLeyde DuarteFundadora do Portal Mais Novos@leydeduarte.brA semana que terminou nesta sexta (2) juntou quatro forças que mexem diretamente com o mercado imobiliário: o índice do aluguel voltou a subir, o crédito com dinheiro da poupança seguiu forte, os juros americanos continuaram no radar e o mercado financeiro ajustou posições antes do primeiro turno das eleições. Veja os fatos que mais pesam no bolso de quem compra, vende, aluga ou financia, e o que cada um muda na prática.
IGP-M sobe 1,57% e o reajuste do aluguel de outubro chega a 3,34%
O IGP-M, índice da FGV usado na maior parte dos contratos de aluguel, subiu 1,57% em setembro e interrompeu uma sequência de três meses de queda. Com o resultado, divulgado na terça (29), o acumulado em 12 meses saltou de 2,16% para 3,34%, o maior patamar do último ano. A alta foi puxada pelos preços ao produtor e ao consumidor.
O que muda para o seu imóvel: contratos com aniversário em outubro corrigidos pelo IGP-M podem subir até 3,34%. Num aluguel de R$ 1.500, a parcela vai para cerca de R$ 1.550. O reajuste não é automático: inquilino e proprietário podem negociar. Para quem investe em imóvel para alugar, o índice volta a repor parte da inflação depois de meses no negativo. Acompanhe a série completa na página do IGP-M.
Crédito imobiliário com recursos da poupança cresce 46,6% em agosto
Os bancos financiaram R$ 16,97 bilhões em imóveis com dinheiro da poupança em agosto, alta de 46,6% sobre o mesmo mês de 2025, segundo a Abecip, que divulgou os números na quarta (30). Foram 46,8 mil imóveis financiados. Na comparação com julho, porém, o volume caiu 19%. A associação elevou para R$ 185 bilhões a projeção de financiamentos com recursos da poupança em 2026. O alerta fica por conta da caderneta: em agosto, os saques superaram os depósitos em R$ 9,5 bilhões.
O que muda para o seu imóvel: há crédito na praça e os bancos estão emprestando, o que ajuda quem quer comprar agora. Mas a saída de recursos da poupança é a fonte que banca esse crédito, e um aperto ali costuma aparecer depois em exigências maiores de entrada ou de renda. Se a compra está nos planos, vale fazer a simulação e organizar a documentação antes. A Leyde pode ajudar nesse passo em financiamento.
Mercado mantém Selic de 13,50% no fim do ano, mas inflação preocupa
O Boletim Focus de segunda (28) manteve a projeção da Selic em 13,50% ao fim de 2026 e em 12% ao fim de 2027. A estimativa para a inflação deste ano, por outro lado, subiu pela segunda semana seguida e chegou a 4,99%, acima do teto da meta. Hoje a Selic está em 13,75%, depois do corte de setembro. Não há reunião do Copom em outubro: a próxima decisão sai em 3 e 4 de novembro.
O que muda para o seu imóvel: o mercado ainda espera mais um corte até dezembro, mas a inflação teimosa pode deixar o Banco Central mais cauteloso. A taxa do financiamento não acompanha a Selic na hora: ela reage aos poucos, conforme o custo de captação dos bancos. Quem já financiou com juro alto pode avaliar a portabilidade. Veja a evolução da Selic e do IPCA.
Brasil bate recorde de pessoas trabalhando
O número de pessoas ocupadas no país chegou a 103,5 milhões, um recorde, segundo dados do IBGE destacados pelo jornal The News nesta semana.
O que muda para o seu imóvel: mais gente empregada significa mais renda comprovada e mais famílias em condição de financiar, o que sustenta a procura por imóveis. O outro lado é que um mercado de trabalho aquecido é um dos motivos que fazem o Banco Central cortar os juros devagar.
Nos EUA, emprego mais fraco reduz aposta em nova alta de juros
Em setembro, o Fed, banco central americano, subiu os juros pela primeira vez desde 2023, para a faixa de 3,75% a 4%, e sinalizou que poderia subir de novo. Nesta semana, a inflação de gastos pessoais (PCE) veio comportada e, na sexta, o relatório de emprego decepcionou: a taxa de desemprego subiu de 4,1% para 4,2%. Os dois dados diminuíram as apostas em nova alta na reunião de 27 e 28 de outubro.
O que muda para o seu imóvel: juros mais altos nos EUA costumam fortalecer o dólar e pressionar os juros de longo prazo no Brasil, que influenciam o custo do crédito. Para brasileiros que moram nos Estados Unidos e compram em Goiânia, o câmbio define quantos reais cada dólar compra. Uma pausa do Fed tende a aliviar essa pressão.
Eleição no domingo: bolsa sobe 4,7% na semana e dólar fecha a R$ 5,22
Mais de 100 milhões de brasileiros vão às urnas no domingo (4) para o primeiro turno. No último pregão antes da votação, o Ibovespa subiu 2,63% e fechou aos 192.114 pontos, o maior nível desde abril, com ganho de 4,7% na semana. O dólar terminou a sexta a R$ 5,2165, com alta de 0,67% no acumulado da semana.
O que muda para o seu imóvel: períodos eleitorais costumam trazer oscilações no câmbio e nos juros futuros, que podem mexer nas taxas oferecidas pelos bancos nas próximas semanas. Para quem já assinou o financiamento, a taxa contratada não muda. Para quem está decidindo, a melhor defesa contra a volatilidade é ter crédito pré-aprovado e uma conta feita com folga, em vez de decidir no calor das notícias.
Goiânia: o retrato dos anúncios no portal
Um levantamento no banco de dados da Mais Novos Imóveis, feito nesta sexta (2), mostra 169 imóveis anunciados publicamente à venda em Goiânia, sendo 124 apartamentos. Além deles, há 107 imóveis em anúncios privados, uma categoria que só existe na plataforma da Mais Novos: são imóveis à venda que não ficam abertos ao público no portal. Somando as duas categorias, são 276 imóveis à venda na cidade. O preço médio dos anúncios públicos ficou em cerca de R$ 9,9 mil por metro quadrado. É preço de anúncio, não de fechamento, e varia bastante de bairro para bairro.
A amostra ainda parece pequena, e há um motivo: a Mais Novos Imóveis está de volta ao mercado há menos de uma semana, depois de ter perdido seu banco de dados em 2024. A tendência é que esse retrato fique mais completo a cada edição.
O que muda para o seu imóvel: esse número é uma referência para começar a conversa, não um laudo. Quem vai vender ou comprar deve comparar imóveis parecidos no mesmo bairro, com metragem, andar e estado de conservação semelhantes. Para saber quanto vale o seu, peça uma avaliação. E se o imóvel que você procura não aparece nos anúncios públicos, vale perguntar: ele pode estar entre os privados.
O que acompanhar na próxima semana
- ›Domingo (4): primeiro turno das eleições. A reação dos mercados aparece na segunda.
- ›Segunda (5): novo Boletim Focus, com as projeções de Selic e inflação.
- ›Sexta (9): o IBGE divulga o IPCA de setembro. A prévia do mês, o IPCA-15, subiu 0,70%.
- ›No radar do mês: reunião do Fed em 27 e 28 de outubro e do Copom em 3 e 4 de novembro.
Vai comprar, vender ou financiar e quer entender como esses números entram na sua conta? Fale com a Leyde pela página de financiamento.
Perguntas que sempre aparecem
Quanto vai subir o aluguel em outubro de 2026?
Nos contratos corrigidos pelo IGP-M com aniversário em outubro, o reajuste pode chegar a 3,34%, o acumulado em 12 meses até setembro. Inquilino e proprietário podem negociar um percentual menor.
A Selic vai cair na próxima reunião do Copom?
Não há reunião em outubro. A próxima decisão sai em 3 e 4 de novembro. O Boletim Focus projeta Selic de 13,50% no fim de 2026, o que indica mais um corte até dezembro, mas é uma expectativa, não uma garantia.
A eleição muda os juros do meu financiamento?
Quem já assinou o contrato mantém a taxa contratada. Para novos financiamentos, oscilações no câmbio e nos juros futuros podem mexer nas taxas oferecidas pelos bancos nas semanas seguintes.
Quando sai o IPCA de setembro de 2026?
O IBGE divulga o IPCA de setembro na sexta-feira, 9 de outubro de 2026. A prévia do mês, o IPCA-15, subiu 0,70%.
Fontes
- Portas: IGP-M de setembro de 2026
- QuintoAndar: IGP-M de setembro de 2026
- Let's Money: dados da Abecip de agosto de 2026
- Revista Construa: Abecip revisa projeção
- InfoMoney: Boletim Focus de 28/09/2026
- Agência Brasil: ata do Copom de setembro
- XP: calendário de reuniões do Copom 2026
- The News: edição de 30/09/2026
- The News: edição de 01/10/2026
- Forbes Brasil: Fed eleva juros
- XP: morning call de 01/10/2026
- SpaceMoney: Ibovespa e payroll em 02/10/2026
- Money Times: fechamento de 02/10/2026
- Meus Dividendos: IPCA-15 e calendário do IPCA
- Banco de dados da Mais Novos Imóveis (anúncios públicos em 02/10/2026)
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