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Manchetes da Semana: segundo turno apertado, dólar a R$ 5,08 e guerra perto do petróleo

Leyde DuarteCorretora especialista em desenvolvimento imobiliário
17 de out de 2026 · 4 min

EM 30 SEGUNDOS

  • ›As pesquisas da semana mostram Flávio Bolsonaro numericamente à frente de Lula, quase sempre dentro da margem de erro, com empate no PoderData.
  • ›O dólar fechou a semana a R$ 5,08 e os juros futuros subiram com a incerteza eleitoral e a inflação nos EUA.
  • ›A inflação americana chegou a 3,7% em 12 meses, puxada pela gasolina.
  • ›Ormuz teve 23 ataques a navios em outubro e a Ucrânia retomou os ataques a refinarias russas, pressionando o petróleo.
  • ›Para o imóvel, a tendência é de taxas de financiamento estáveis até a eleição e mais espaço para negociar preço.
Leyde Duarte, fundadora do Portal Mais NovosConheça a fundadoraLeyde DuarteFundadora do Portal Mais Novos@leydeduarte.br

A semana entre 11 e 17 de outubro foi de campanha acirrada, guerra mais quente no Oriente Médio e inflação alta também nos Estados Unidos. Faltando oito dias para o segundo turno, as pesquisas mostram uma disputa apertada entre Lula e Flávio Bolsonaro, e o mercado reagiu a cada novo número. Veja o que aconteceu no Brasil e no mundo e o que isso pode mudar para quem vai comprar, vender ou financiar um imóvel.

Segundo turno: disputa dentro da margem de erro

A primeira semana de pesquisas depois do primeiro turno mostrou Flávio Bolsonaro (PL) numericamente à frente de Lula (PT) na maioria dos levantamentos, quase sempre dentro da margem de erro. O Datafolha de 13 e 14 de outubro trouxe Flávio com 47% e Lula com 45%, ou 51% a 49% dos votos válidos. O Quaest marcou 46% a 44%, e o PoderData/Aya encerrou a semana com empate numérico em 47% para cada um.

No recorte por região da Futura/100% Cidades, Flávio aparece à frente no Centro-Oeste com cerca de 59% contra 36%, e Lula lidera apenas no Nordeste. A votação é no domingo, 25 de outubro, e os dois candidatos se enfrentam em debate neste domingo (18).

Na reta final, o governo discute um pacote para microempreendedores (MEI), com teto de faturamento maior e renegociação de dívidas, ainda sem texto definido.

Juros futuros sobem e o dólar volta a R$ 5,08

O mercado ficou nervoso. O dólar fechou a semana a R$ 5,08, com alta de 1,87%, e os juros futuros subiram com a incerteza eleitoral e a inflação americana. Mesmo assim, os investidores estrangeiros colocaram mais de R$ 18 bilhões na bolsa nos primeiros pregões de outubro, o maior volume para o mês desde 2021.

A atividade econômica segue fraca. O IBC-Br, a prévia do PIB calculada pelo Banco Central, subiu 0,34% em agosto, mas recuou 0,64% no trimestre. A Selic continua em 13,75%, e o IPCA acumulado em 12 meses está em 4,58%, acima do teto da meta.

Estados Unidos: inflação volta a subir com a gasolina

A inflação ao consumidor dos Estados Unidos subiu 0,6% em setembro e chegou a 3,7% em 12 meses, puxada pela gasolina, que subiu mais de 9% no mês. A inflação ao produtor surpreendeu ainda mais, com alta de 1,3% no mês, a maior desde 2022. Inflação alta lá fora reduz o espaço para o Federal Reserve cortar juros, o que costuma pressionar o dólar e os juros aqui.

Em Washington, Donald Trump demitiu a nova porta-voz da Casa Branca cinco dias depois da posse dela, e o país se prepara para as eleições legislativas de 3 de novembro.

Oriente Médio e Ucrânia: guerra mais perto do petróleo

O Estreito de Ormuz registrou 23 ataques a navios desde o início de outubro, o ritmo mais alto desde o começo da guerra com o Irã, em fevereiro. Os militares americanos já discutem usar a maior bomba não nuclear do seu arsenal contra instalações iranianas, caso Trump ordene novos ataques. Os houthis, do Iêmen, intensificaram os disparos contra a Arábia Saudita, incluindo áreas petrolíferas.

Na Ucrânia, Zelensky retomou os ataques a refinarias russas depois de uma pausa de três dias pedida por Trump, que criticou a decisão. Os líderes europeus apoiaram Kiev e criticaram o acordo de diesel fechado entre Trump e Putin. O resultado de tudo isso é petróleo mais caro, o que chega ao Brasil pelos combustíveis e pelo frete.

Brasil: queimadas e protestos pelo custo de vida lá fora

Os focos de calor no Amazonas mais que triplicaram e passaram de 700 em 24 horas. Na Europa, o custo de vida levou centenas de milhares de pessoas às ruas na França, e Lisboa e Porto tiveram manifestações por moradia, com acampamento no Rossio.

O que isso muda no seu imóvel

Financiamento. Com o dólar e os juros futuros subindo e a inflação acima do teto, os bancos tendem a segurar a queda das taxas até a eleição passar. Quem já tem crédito aprovado não precisa esperar o resultado para fechar, porque a taxa fica travada no contrato.

Compra e venda. Semanas de eleição costumam deixar o comprador mais cauteloso, e isso abre espaço para negociar preço e condições com quem precisa vender. Para quem compra para morar, a decisão depende mais da parcela que cabe no orçamento do que do resultado da urna.

Construção. Petróleo e dólar em alta encarecem insumos como asfalto, aço e frete, o que pode pressionar o INCC e as parcelas de quem compra na planta.

Para entender como esses números entram na sua compra, venda ou financiamento, fale com Leyde Duarte (CRECI C17586), especialista em crédito imobiliário em Goiânia desde 2010. E veja os lançamentos e os apartamentos à venda no portal.

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Leyde DuarteCorretora especialista em desenvolvimento imobiliário

Corretora desde 2010, especialista em desenvolvimento imobiliário e estruturação de crédito para aquisição de imóveis. Publica aqui o que costuma dizer no café com clientes, só que com fontes.

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