Manchetes da Semana: inflação estoura o teto, segundo turno definido e terremoto no Panamá
EM 30 SEGUNDOS
- ›O IPCA de setembro subiu 0,82% e a inflação em 12 meses chegou a 4,58%, acima do teto de 4,5% da meta, puxada pela conta de luz.
- ›Lula e Flávio Bolsonaro disputam o segundo turno em 25 de outubro, e o novo Congresso sai mais à direita.
- ›Daniel Vilela foi reeleito governador de Goiás no primeiro turno, e Gustavo Gayer foi eleito senador.
- ›Um terremoto de magnitude 7,7 atingiu o Panamá, sem mortes e com danos em mais de 400 edificações.
- ›Inflação mais alta pode reduzir o ritmo de cortes da Selic, e o INCC de 6,66% em 12 meses pesa nas parcelas de imóveis na planta.
Conheça a fundadoraLeyde DuarteFundadora do Portal Mais Novos@leydeduarte.brA semana que terminou neste sábado (10) começou com urnas e terminou com a calculadora na mão. O primeiro turno redesenhou Brasília e Goiás, a inflação voltou a passar do limite da meta e, lá fora, um terremoto forte sacudiu a América Central. Abaixo, o que você precisa saber e o que cada notícia pode mudar para quem vai comprar, vender ou financiar um imóvel.
Inflação de setembro estoura o teto da meta
O IPCA de setembro subiu 0,82%, depois da queda de 0,32% em agosto, segundo o IBGE. Foi a maior taxa para um mês de setembro desde 2021 e veio acima do que o mercado esperava (0,76%). Com isso, a inflação em 12 meses chegou a 4,58% e passou do teto de 4,5% da meta do Banco Central.
O vilão foi a conta de luz, que subiu 7,98% com o fim do desconto do Bônus de Itaipu creditado em agosto. Sem a energia, o índice do mês teria ficado em 0,52%. Passagens aéreas, combustíveis e alimentos também subiram, e todos os nove grupos pesquisados tiveram alta. Os serviços, que respondem mais aos juros, acumulam quase 6% em 12 meses. O mercado já projeta inflação acima de 5% para o fim de 2026.
Parte dos economistas vê a alta como passageira, porque veio de itens voláteis (energia e gasolina). Outros leem o dado como sinal de que a desinflação perdeu força no terceiro trimestre.
Lula e Flávio no segundo turno, Congresso mais à direita
O primeiro turno, no domingo (4), levou Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) ao segundo turno, marcado para 25 de outubro. A semana foi de alianças: candidatos derrotados declararam apoio a um lado ou ao outro, e as duas campanhas trocaram ataques sobre economia e jornada de trabalho.
O novo Congresso, que toma posse em 2027, sai com a direita mais forte nas duas Casas e uma bancada maior do PL. Na prática, qualquer que seja o presidente eleito, as votações de impostos, crédito e reforma tributária vão passar por um Congresso diferente do atual. Já explicamos aqui o que cada resultado pode mudar nos juros e nos imóveis.
Goiás resolve tudo no primeiro turno
Daniel Vilela (MDB) foi reeleito governador de Goiás já no primeiro turno, com cerca de 59% dos votos válidos, segundo o TSE. Wilder Morais (PL) ficou em segundo, com cerca de 22%. Vilela assumiu o governo em março, quando Ronaldo Caiado deixou o cargo para disputar a Presidência. Para o Senado, Goiás elegeu Gustavo Gayer (PL).
Para o mercado imobiliário goiano, a continuidade no Palácio das Esmeraldas significa menos incerteza sobre obras de infraestrutura, programas habitacionais e a política fiscal do estado nos próximos quatro anos.
Rio de Janeiro tem governador depois da recontagem
No Rio, o TSE decidiu por 5 votos a 2 anular os votos de Garotinho e mandou refazer a totalização do primeiro turno. Com a nova conta, Douglas Ruas (PL) chegou a 50,88% dos votos válidos e fica eleito governador sem segundo turno.
STF manda prender Eduardo Bolsonaro
Na quinta-feira (8), o ministro Alexandre de Moraes, do STF, mandou expedir mandado de prisão contra o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, cancelou os passaportes dele e declarou o fim dos recursos na ação penal. A decisão aumentou a temperatura do segundo turno: Flávio Bolsonaro atacou Moraes e pediu a renúncia do ministro.
No mundo: terremoto no Panamá e Trump de novo contra o Fed
Um terremoto de magnitude 7,7 atingiu o sul do Panamá na sexta-feira (9), com uma réplica forte horas depois. O balanço deste sábado fala em pelo menos 27 feridos leves, nenhuma morte e mais de 400 edificações danificadas. O alerta de tsunami para a costa do Pacífico foi cancelado.
Nos Estados Unidos, Donald Trump abriu uma nova investigação para tentar afastar uma diretora do Federal Reserve, o banco central americano, e fechou um acordo com Vladimir Putin para ampliar a oferta de diesel russo no mercado mundial, mirando preço menor de combustível nos EUA. O acordo surpreendeu os aliados da Ucrânia. No Pacífico mexicano, o furacão Simon chegou à categoria 3.
O que isso muda no seu imóvel
Juros do financiamento. A Selic está em 13,75% depois de cinco cortes seguidos. Inflação acima do teto costuma deixar o Banco Central mais cauteloso, o que pode reduzir o ritmo dos próximos cortes. Quem está esperando o juro cair para financiar pode ter de esperar mais, e quem já financiou com taxa alta continua tendo na portabilidade uma saída.
Imóvel na planta. O INCC-DI, índice que corrige as parcelas de quem compra na planta, acumula 6,66% em 12 meses, acima da inflação oficial. Vale colocar essa correção na conta antes de assinar com a construtora.
Aluguel. O IGP-M de setembro subiu 1,57% e acumula 3,35% em 12 meses. Contratos com aniversário em outubro terão reajuste perto disso.
Eleição. Até 25 de outubro, o mercado tende a ficar mais volátil. Para quem compra para morar, a decisão depende mais da parcela que cabe no bolso do que do resultado da urna. Para quem investe, o segundo turno é o momento de negociar com calma, porque vendedor ansioso costuma aceitar desconto.
Se você quer entender como esses números entram na sua compra, venda ou financiamento, fale com Leyde Duarte (CRECI C17586), que acompanha o crédito imobiliário e o mercado de Goiânia desde 2010. E veja os imóveis à venda nos lançamentos e nos apartamentos do portal.
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Avaliar meu imóvel →Corretora desde 2010, especialista em desenvolvimento imobiliário e estruturação de crédito para aquisição de imóveis. Publica aqui o que costuma dizer no café com clientes, só que com fontes.

