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Debate na Band: o que Lula e Flávio disseram sobre juros, dívidas e custo de vida

Leyde DuarteCorretora especialista em desenvolvimento imobiliário
20 de out de 2026 · 3 min

EM 30 SEGUNDOS

  • ›O debate da Band no domingo (18) foi o primeiro encontro de Lula e Flávio Bolsonaro nesta campanha e teve mais acusações que propostas detalhadas.
  • ›Flávio prometeu um programa de mais de R$ 200 bilhões para comprar dívidas de famílias e empresas com desconto, manter o Bolsa Família e cortar gastos.
  • ›Lula defendeu o salário mínimo com ganho real, crédito para microempreendedores e as renegociações de dívidas do atual governo.
  • ›Impostos, taxa de juros e privatizações quase não apareceram, e nenhum dos dois detalhou o plano fiscal.
  • ›Para o imóvel, o ponto central é o caminho dos juros. Quem vai financiar trava a taxa no contrato e pode usar a portabilidade depois.
Leyde Duarte, fundadora do Portal Mais NovosConheça a fundadoraLeyde DuarteFundadora do Portal Mais Novos@leydeduarte.br

O primeiro debate do segundo turno entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), transmitido pela Band no domingo (18), foi o primeiro encontro cara a cara dos dois nesta campanha, já que nenhum deles participou do debate do primeiro turno. Foram cerca de duas horas, com confronto livre no estúdio, muitas acusações pessoais e poucas propostas detalhadas para a economia. Veja o que cada um disse sobre juros, dívidas e custo de vida, o que ficou de fora e o que isso pode significar para quem vai comprar, vender ou financiar um imóvel.

Um debate de ataques

A maior parte do tempo foi ocupada por acusações. Flávio cobrou Lula sobre as investigações envolvendo o filho do presidente e falou de saúde e segurança pública, além de fazer uma autocrítica sobre a condução do governo do pai durante a pandemia. Lula falou do caso Banco Master, da fraude no INSS, de educação e desafiou o adversário a abrir os sigilos bancário e telefônico, inclusive de familiares, antes da eleição. O fim da escala 6x1 também entrou na discussão, com Flávio explicando por que mudou de posição e votou a favor da proposta.

Economia: o que disse Flávio Bolsonaro

Flávio concentrou o discurso no custo de vida e no endividamento das famílias, que atribuiu aos gastos do governo federal. Ele ligou os juros altos e a carga tributária ao tamanho do gasto público e citou uma dívida pública de R$ 11 trilhões.

As principais promessas foram:

  • ›abrir um espaço de mais de R$ 200 bilhões no orçamento para um programa de renegociação, em que o governo compraria dívidas de famílias e empresas com desconto;
  • ›manter o Bolsa Família;
  • ›criar um Ministério da Prosperidade;
  • ›cortar despesas para reduzir a dívida e, com isso, os juros.

Ele também afirmou que seu desempenho nas pesquisas já teria derrubado os juros futuros em dois pontos percentuais.

Economia: o que disse Lula

Lula defendeu as políticas do atual mandato: aumento real do salário mínimo, recuperação do poder de compra, crédito e estímulo aos microempreendedores, lembrando que o país tem 17,5 milhões de MEIs formalizados. Citou também as renegociações de dívidas feitas pelo governo, a indústria, a inovação e a economia verde.

No custo de vida, comparou a alta dos alimentos no governo anterior com a do mandato atual. Também perguntou mais de uma vez se Flávio seguiria o modelo do presidente argentino Javier Milei.

O que ficou de fora

Apesar do peso que têm para o mercado, impostos, taxa de juros e privatizações quase não apareceram. Economistas já cobravam antes do debate os números que faltam nos dois programas: do lado de Flávio, o tamanho do superávit pretendido e o prazo para estabilizar a dívida; do lado de Lula, como manter as contas em ordem sem depender de aumento de receitas.

O que isso muda para o seu imóvel

Para o mercado imobiliário, o ponto central é o mesmo nos dois cenários: o caminho dos juros. A Selic está em 13,75%, a inflação de 12 meses passou do teto da meta e o crédito imobiliário só fica mais barato quando o mercado acredita que as contas públicas estão sob controle. Como nenhum dos dois detalhou o plano fiscal, a tendência é de juros futuros oscilando com as pesquisas até a apuração.

Na prática:

  • ›Quem vai financiar não precisa esperar o resultado. A taxa fica travada no contrato e, se cair depois, dá para usar a portabilidade. Explicamos as contas na matéria fechar agora ou esperar os juros caírem.
  • ›Quem está endividado deve acompanhar as propostas de renegociação, porque limpar o nome é o primeiro passo para conseguir crédito imobiliário com taxa melhor.
  • ›Quem investe encontra, nesta semana de incerteza, vendedores mais abertos a negociar.

Também analisamos o que cada resultado pode mudar nos juros e nos imóveis. O último debate antes da votação está marcado pela TV Globo para sexta-feira (23), e o segundo turno é no domingo, 25 de outubro.

Para entender como o cenário entra na sua compra, venda ou financiamento, fale com Leyde Duarte (CRECI C17586), especialista em crédito imobiliário em Goiânia desde 2010. Veja também os lançamentos e os apartamentos à venda no portal.

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Leyde DuarteCorretora especialista em desenvolvimento imobiliário

Corretora desde 2010, especialista em desenvolvimento imobiliário e estruturação de crédito para aquisição de imóveis. Publica aqui o que costuma dizer no café com clientes, só que com fontes.

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