Mais Novos Imóveis
Mercado

Lula é reeleito com 51,78%, e Flávio diz que não reconhece o resultado e pedirá anulação

Leyde DuarteCorretora especialista em desenvolvimento imobiliário
25 de out de 2026 · 5 min

EM 30 SEGUNDOS

  • ›Lula foi reeleito com 64.249.053 votos, ou 51,78% dos válidos, contra 48,22% de Flávio Bolsonaro.
  • ›O dia teve ônibus retidos em Salvador e a ordem de prisão do secretário municipal de Mobilidade pelo TRE-BA.
  • ›O ministro Cristiano Zanin, do STF, prorrogou a votação até as 19h nas seções ainda abertas, após pedido da campanha de Lula.
  • ›Flávio disse que não reconhece o resultado e que pedirá a anulação da eleição, embora sua campanha também tenha pedido prorrogação em cidades com chuva.
  • ›O presidente do TSE afirmou ter absoluta segurança no processo, e o mercado reagiu com cautela.
Leyde Duarte, fundadora do Portal Mais NovosConheça a fundadoraLeyde DuarteFundadora do Portal Mais Novos@leydeduarte.br

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito presidente da República neste domingo (25). Com 99,99% das urnas apuradas, ele tinha 64.249.053 votos (51,78% dos válidos), contra 59.822.251 (48,22%) de Flávio Bolsonaro (PL), uma diferença de cerca de 4,4 milhões de votos. Será o quarto mandato de Lula, que governará até 2030 com um Congresso mais à direita, eleito no primeiro turno.

A apuração foi uma das mais tensas da história recente. Flávio ficou à frente entre cerca de 14% e 40% das urnas apuradas, com pouco mais de 50%. A virada veio com a chegada dos votos do Nordeste, onde Lula tinha mais de 60% nas parciais de todos os estados da região. Com 50% das urnas apuradas, Lula já estava à frente, e a vitória foi confirmada pouco depois das 21h.

A abstenção foi de 19,21%, menor que os 21,08% do primeiro turno. Os dois lados apostaram na mobilização para levar eleitores às urnas, e o comparecimento maior pesou no resultado.

Ônibus retidos e prisão de secretário em Salvador

O dia começou com denúncias de redução da frota de ônibus em cidades governadas por aliados de Flávio, como Salvador, São Paulo e Petrópolis. Em Salvador, ônibus ficaram retidos em uma garagem pela manhã. O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia mandou prender em flagrante o secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, e exigiu 100% da frota em uma hora, sob multa de R$ 1 milhão por hora. A prefeitura afirmou que liberou todos os veículos e normalizou a operação.

Em São Paulo, a Justiça Eleitoral cobrou explicações da prefeitura sobre uma suposta redução da frota. O ministro Guilherme Boulos acusou prefeitos aliados de Flávio de dificultar o acesso às urnas. A campanha de Flávio não comentou as acusações durante a votação.

A decisão inédita: votação até as 19h

A campanha de Lula pediu ao TSE mais duas horas de votação em vários estados por causa dos problemas no transporte. A campanha de Flávio também pediu a prorrogação em 17 cidades de São Paulo, Paraná e Santa Catarina atingidas por chuvas. O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, levou mais de duas horas para analisar o pedido e, em vez de decidir, pediu informações aos tribunais regionais.

O PT recorreu ao Supremo. Às 17h06, o ministro Cristiano Zanin, sorteado relator, determinou que a votação fosse estendida até as 19h em todo o país, citando a "gravidade dos fatos narrados". O Ministério Público Eleitoral tinha se manifestado contra a prorrogação. Como muitas urnas já tinham sido encerradas às 17h, Zanin esclareceu depois que a decisão valia apenas para as seções ainda abertas. O TSE suspendeu a divulgação dos resultados por cerca de duas horas, algo que nunca tinha acontecido.

A decisão gerou críticas, porque Zanin foi advogado de Lula antes de ir para o STF. Especialistas em direito eleitoral avaliaram que a medida acertou ao valer só para urnas ainda abertas, mas alertaram que ela pode ser usada para contestar o resultado.

Violência política e outras ocorrências

Na véspera, a vereadora Iara Pimentel (PT) foi atingida no rosto por um objeto durante uma carreata pró-Lula em Montes Claros (MG). Ao longo do domingo, o TSE registrou 138 ocorrências de crimes eleitorais, como boca de urna e propaganda irregular, e a troca de 900 urnas (0,18% do total), sem necessidade de votação em papel.

As reações e a contestação

Em discurso, Lula disse que a vitória mostra que o país "não aceita ser quintal de ninguém" e afirmou que vai trabalhar com o Congresso eleito, mesmo sem ter maioria. Os presidentes do México e do Paraguai cumprimentaram o reeleito. Antes da votação, o presidente americano Donald Trump havia dito que acompanhava a eleição, sem declarar apoio.

Por volta das 22h40, em Brasília, Flávio Bolsonaro afirmou que não reconhece o resultado e que o PL vai pedir à Justiça a anulação da eleição. "É impossível reconhecer o resultado das eleições do jeito que aconteceram", disse. Ele concentrou as críticas no ministro Zanin, afirmou que a decisão foi tomada por um integrante do STF, e não do TSE, quando parte das urnas já estava fechada, e disse que fiscais do PL foram retirados da sala-cofre do tribunal depois da decisão.

A própria campanha de Flávio, porém, tinha pedido à tarde a prorrogação da votação até as 19h em cidades atingidas por chuvas. Até a publicação desta reportagem, o pedido de anulação ainda não tinha sido protocolado, e seus fundamentos jurídicos não foram detalhados.

O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, afirmou ter "absoluta segurança de todo o processo eleitoral" e disse ter telefonado para os dois candidatos. O presidente do STF, Edson Fachin, pediu respeito ao resultado das urnas e disse que o país precisa de paz.

Nos estados

No segundo turno para governador, foram eleitos Cadu (PT) no Rio Grande do Norte, Lorenzo Pazolini (Republicanos) no Espírito Santo, Omar Aziz (PSD) no Amazonas, Mailza Assis (PP) no Acre, Celina Leão (PP) no Distrito Federal e Vicentinho Júnior (PSDB) no Tocantins. Em Goiás, que já tinha eleito Daniel Vilela no primeiro turno, o ex-governador Ronaldo Caiado votou e declarou apoio a Flávio.

O que muda para o seu imóvel

O mercado reagiu mal na primeira hora. Um fundo de ações brasileiras negociado em Nova York (o EWZ) caiu fortemente nas negociações após o fechamento, e um grande banco reduziu a recomendação para ações do Brasil. A segunda-feira deve ser de dólar e juros futuros pressionados.

A contestação anunciada por Flávio tende a aumentar a cautela dos investidores nos próximos dias, até que o TSE se manifeste. Para quem vai comprar ou financiar um imóvel, o que importa agora são os sinais do novo mandato: quem será o ministro da Fazenda, qual será o plano para as contas públicas e como o governo vai negociar com um Congresso mais à direita. São esses sinais que vão definir se a Selic, hoje em 13,75%, continua caindo em 2027. Quem já tem crédito aprovado tem a taxa travada no contrato.

Para entender como o resultado da eleição entra na sua compra, venda ou financiamento, fale com Leyde Duarte (CRECI C17586), especialista em crédito imobiliário em Goiânia desde 2010.

Quanto vale o seu imóvel hoje?

Comparamos com os anúncios e as vendas da região e te dizemos um preço que vende, não um preço que só enfeita anúncio.

Avaliar meu imóvel →
Leyde DuarteCorretora especialista em desenvolvimento imobiliário

Corretora desde 2010, especialista em desenvolvimento imobiliário e estruturação de crédito para aquisição de imóveis. Publica aqui o que costuma dizer no café com clientes, só que com fontes.

Conhecer a Leyde nas redes sociais