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PIB e inflação de Lula, Dilma, Temer e Bolsonaro: o que cada governo entregou em números

Leyde DuarteCorretora especialista em desenvolvimento imobiliário
24 de out de 2026 · 5 min

EM 30 SEGUNDOS

  • ›O maior crescimento médio foi no segundo mandato de Lula (4,6% ao ano), em meio ao ciclo de alta das commodities.
  • ›O pior período foi 2015-2016, no governo Dilma, com o PIB caindo 3,4% ao ano e inflação média de 8,5%.
  • ›No governo Bolsonaro, o PIB cresceu em média 1,4% ao ano e a inflação média foi de 6,2%, com a pandemia em 2020 e inflação acima de 10% em 2021.
  • ›No terceiro mandato de Lula, de 2023 a 2025, o PIB cresceu em média 3,0% e a inflação média foi de 4,6%, com desemprego baixo e dívida pública em alta.
  • ›Entre 2002 e 2023, Centro-Oeste e Norte foram as regiões que mais cresceram, acima da média nacional.
Leyde Duarte, fundadora do Portal Mais NovosConheça a fundadoraLeyde DuarteFundadora do Portal Mais Novos@leydeduarte.br

Na véspera do segundo turno, os dois candidatos falam muito de economia: Lula defende os resultados dos governos do PT, e Flávio Bolsonaro defende os do governo do pai. Para ajudar o leitor a comparar com números, reunimos os dados oficiais do IBGE de crescimento do PIB e de inflação (IPCA) em cada governo desde 2003, além do que se sabe sobre o desempenho das regiões do país.

Os números mostram resultados, mas não contam tudo sozinhos: cada governo enfrentou um cenário externo diferente, e por isso apresentamos também o contexto de cada período.

Os números de cada governo

  • ›Lula 1 (2003-2006): PIB de 3,5% ao ano e inflação de 6,4% ao ano.
  • ›Lula 2 (2007-2010): PIB de 4,6% ao ano e inflação de 5,1% ao ano.
  • ›Dilma 1 (2011-2014): PIB de 2,3% ao ano e inflação de 6,2% ao ano.
  • ›*Dilma 2 (2015-2016):** PIB de -3,4% ao ano e inflação de 8,5% ao ano.
  • ›Temer (2017-2018): PIB de 1,6% ao ano e inflação de 3,4% ao ano.
  • ›Bolsonaro (2019-2022): PIB de 1,4% ao ano e inflação de 6,2% ao ano.
  • ›Lula 3 (2023-2025):** PIB de 3,0% ao ano e inflação de 4,6% ao ano.

Dilma governou até agosto de 2016, quando foi afastada no processo de impeachment. *2026 ainda está em curso. Médias simples dos anos de cada mandato, calculadas pela redação com dados do IBGE.

Ano a ano

  • ›2003: PIB 1,1%, inflação 9,3%
  • ›2004: PIB 5,8%, inflação 7,6%
  • ›2005: PIB 3,2%, inflação 5,7%
  • ›2006: PIB 4,0%, inflação 3,1%
  • ›2007: PIB 6,1%, inflação 4,5%
  • ›2008: PIB 5,1%, inflação 5,9%
  • ›2009: PIB -0,1%, inflação 4,3%
  • ›2010: PIB 7,5%, inflação 5,9%
  • ›2011: PIB 3,9%, inflação 6,5%
  • ›2012: PIB 1,9%, inflação 5,8%
  • ›2013: PIB 3,0%, inflação 5,9%
  • ›2014: PIB 0,5%, inflação 6,4%
  • ›2015: PIB -3,5%, inflação 10,7%
  • ›2016: PIB -3,3%, inflação 6,3%
  • ›2017: PIB 1,3%, inflação 3,0%
  • ›2018: PIB 1,8%, inflação 3,8%
  • ›2019: PIB 1,2%, inflação 4,3%
  • ›2020: PIB -3,3%, inflação 4,5%
  • ›2021: PIB 4,8%, inflação 10,1%
  • ›2022: PIB 3,0%, inflação 5,8%
  • ›2023: PIB 3,2%, inflação 4,6%
  • ›2024: PIB 3,4%, inflação 4,8%
  • ›2025: PIB 2,3%, inflação 4,3%

O contexto de cada período

Lula 1 e 2 (2003-2010). Foram os anos de maior crescimento médio, com o PIB chegando a 7,5% em 2010. O período coincidiu com o ciclo de alta das commodities puxado pela China, que favoreceu as exportações. A inflação, que começou alta em 2003, caiu e ficou perto da meta. Foram criados o Bolsa Família (2003), o PAC (2007) e o Minha Casa, Minha Vida (2009). A crise mundial de 2008 levou a uma leve queda do PIB em 2009, seguida de forte recuperação.

Dilma (2011-2016). O crescimento desacelerou já no primeiro mandato, até quase parar em 2014. Em 2015 e 2016, o país viveu uma das piores recessões da sua história, com o PIB caindo mais de 3% ao ano e a inflação passando de 10% em 2015. Economistas apontam como causas a piora das contas públicas, a queda das commodities e a crise política, que terminou com o impeachment.

Temer (2016-2018). A economia saiu da recessão, mas cresceu pouco, e a inflação ficou abaixo da meta. Foram aprovados o teto de gastos e a reforma trabalhista.

Bolsonaro (2019-2022). O governo aprovou a reforma da Previdência (2019), a Lei de Liberdade Econômica (2019), o Marco do Saneamento (2020) e a autonomia do Banco Central (2021). Em 2020, a pandemia derrubou o PIB em 3,3% e levou ao Auxílio Emergencial. A recuperação veio em 2021, com alta de 4,8%, mas a inflação passou de 10% naquele ano, pressionada por combustíveis, energia e alimentos.

Lula 3 (2023-2025). O PIB cresceu acima de 3% em 2023 e 2024 e desacelerou para 2,3% em 2025. A inflação ficou mais baixa que nos dois mandatos anteriores, mas voltou a passar do teto da meta em setembro de 2026 (4,58% em 12 meses). O desemprego chegou a 5,3% no trimestre até agosto de 2026, um dos menores da série do IBGE. Foram aprovados o arcabouço fiscal e a reforma tributária (2023). Do outro lado, a dívida bruta chegou a 82,9% do PIB em agosto de 2026 e as contas federais fecharam no vermelho em 2024 e 2025.

E as regiões?

O IBGE não divide o crescimento regional por mandato presidencial, e as Contas Regionais só vão até 2023. O que os dados mostram é a tendência de longo prazo: entre 2002 e 2023, o PIB do país cresceu em média 2,2% ao ano, enquanto o Centro-Oeste cresceu 3,4% e o Norte, 3,2%, os maiores ritmos do país. O Nordeste ficou perto da média, com 2,4%, e Sudeste e Sul cresceram abaixo dela.

Nesse período, Centro-Oeste e Norte foram as regiões que mais ganharam participação no PIB nacional, puxadas pelo agronegócio, pela mineração e pela expansão da fronteira agrícola. O Centro-Oeste chegou a 10,6% do PIB do país e liderou o crescimento em 2023, com alta de 7,6%. Hoje a região tem o maior PIB per capita do Brasil.

Na prática, o crescimento do Centro-Oeste atravessou governos de partidos diferentes, porque depende muito do preço das commodities e da safra.

Como ler esses números

Nenhum governo controla sozinho o crescimento e a inflação. Preço internacional das commodities, crises mundiais, pandemia e decisões do Banco Central pesam tanto quanto a política do Planalto. Por isso, a comparação mais justa olha para os números junto com o contexto de cada período.

Para quem vai comprar ou financiar um imóvel, o que mais importa no próximo governo é a combinação de inflação sob controle e contas públicas equilibradas, porque é ela que permite juros menores no crédito imobiliário. Veja também o dossiê dos dois candidatos e o que cada resultado pode mudar nos juros e nos imóveis.

Para entender como a economia entra na sua compra, venda ou financiamento, fale com Leyde Duarte (CRECI C17586), especialista em crédito imobiliário em Goiânia desde 2010.

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Leyde DuarteCorretora especialista em desenvolvimento imobiliário

Corretora desde 2010, especialista em desenvolvimento imobiliário e estruturação de crédito para aquisição de imóveis. Publica aqui o que costuma dizer no café com clientes, só que com fontes.

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