Juros do financiamento imobiliário: Itaú e Santander sobem taxas junto com o Bradesco
Bradesco, Itaú e Santander subiram as taxas da casa própria em cinco dias após a eleição. Veja as novas taxas de cada banco e quanto a parcela pode aumentar
Conheça a fundadoraLeyde DuarteFundadora do Portal Mais Novos@leydeduarte.brO susto da semana chegou ao financiamento da casa própria. Em cinco dias, Bradesco, Itaú e Santander subiram os juros do crédito imobiliário. E a Caixa, líder do setor, ainda não disse o que vai fazer.
Juntos, os três bancos privados responderam por cerca de 55% do valor financiado para compra de imóveis entre janeiro e setembro, segundo a Abecip. Ou seja: mais da metade do mercado ficou mais caro de uma semana para outra.
Como ficaram as taxas de cada banco
- ›Bradesco: a taxa principal subiu de 11,99% para 15% ao ano, mais TR. Para clientes Private, passou de 11,70% para 13,60%. A nova tabela vale desde segunda-feira (26).
- ›Itaú: a taxa mínima subiu de 11,99% para 12,95% ao ano, mais TR, desde quinta-feira (29).
- ›Santander: as taxas passaram a começar em 12,49% ao ano, mais TR, desde sexta-feira (30). Antes, havia operações a partir de 11,69%.
- ›Caixa: até sexta-feira (30), não havia informado se vai reajustar as taxas.
As taxas acima são as de tabela. A taxa final de cada cliente depende de análise de crédito, relacionamento com o banco e características do imóvel.
Por que os juros subiram agora
O financiamento imobiliário depende de dinheiro que os bancos captam no mercado. Depois da eleição, os juros dos títulos brasileiros de cinco anos saltaram de 12,87% para 15,39% ao ano.
Com o custo de captação mais alto, os bancos repassaram a diferença para o cliente. Em nota, o Itaú disse que o ajuste reflete as condições atuais de captação. O Bradesco afirmou que atualizou as taxas máximas pelo aumento dos juros de mercado.
Quanto isso pesa na parcela
Simulação da primeira parcela de um financiamento de R$ 500 mil em 30 anos, pelo sistema SAC, sem TR, seguros e tarifas:
- ›A 11,99% ao ano: cerca de R$ 6.130 por mês.
- ›A 12,49% ao ano: cerca de R$ 6.317 por mês.
- ›A 12,95% ao ano: cerca de R$ 6.489 por mês.
- ›A 15% ao ano: cerca de R$ 7.246 por mês.
Entre 11,99% e 15%, a primeira parcela sobe mais de R$ 1.100 por mês. E a renda exigida pelo banco sobe junto, o que pode tirar muita gente da faixa de aprovação.
Simulação ilustrativa, feita pela Mais Novos Imóveis. Confirme as condições com um profissional antes de decidir.
O que fazer se você está comprando
- ›Proposta aprovada na taxa antiga: verifique a validade da aprovação e tente assinar o contrato antes que ela vença.
- ›Ainda vai financiar: compare vários bancos. Com cada instituição reagindo em ritmo diferente, a diferença entre a melhor e a pior oferta aumentou.
- ›Já tem financiamento: sua taxa não muda. Os reajustes valem só para contratos novos.
- ›Imóvel na planta: o financiamento só é contratado na entrega das chaves. Acompanhe os juros até lá e planeje a entrada.
Comparar bancos virou obrigação
A Mais Novos Imóveis atua como correspondente bancário e trabalha com 15 instituições financeiras parceiras. A corretora e especialista em crédito Leyde Duarte faz a análise do perfil e compara as propostas para encontrar a melhor taxa em cada caso.
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Este texto é informativo e não substitui a análise de crédito de uma instituição financeira.
Fontes
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