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30 anos de Brasil: pobreza, fome, saúde, educação e desmatamento em cada governo

Leyde DuarteCorretora especialista em desenvolvimento imobiliário
30 de out de 2026 · 4 min

EM 30 SEGUNDOS

  • ›O Plano Real reduziu a pobreza no governo FHC, que criou o BPC, os genéricos e o Bolsa Escola, mas teve o maior desmatamento da história em 1995.
  • ›Lula criou o Bolsa Família e derrubou o desmatamento em mais de 70% até 2010.
  • ›Dilma tirou o Brasil do Mapa da Fome em 2014 e criou o Mais Médicos.
  • ›Bolsonaro pagou o Auxílio Emergencial na pandemia, mas o país voltou ao Mapa da Fome e o desmatamento chegou a 13 mil km² em 2021.
  • ›Lula 3 teve a menor extrema pobreza da série e o menor desmatamento da Amazônia e do Cerrado já medido.
Leyde Duarte, fundadora do Portal Mais NovosConheça a fundadoraLeyde DuarteFundadora do Portal Mais Novos@leydeduarte.br

Pobreza, fome, saúde, educação e floresta em pé são indicadores que mostram como as políticas públicas chegam à vida das pessoas. Neste quinto episódio da série 30 anos de Brasil, reunimos o que cada governo fez nessas áreas, os números oficiais e o contexto de cada mudança.

FHC (1995-2002): o Real reduz a pobreza e nascem os primeiros programas

  • ›Pobreza: o fim da hiperinflação foi, sozinho, um dos maiores programas sociais da história, porque a inflação corroía principalmente a renda dos mais pobres, que não tinham como se proteger no banco.
  • ›Programas: o Benefício de Prestação Continuada (BPC), para idosos e pessoas com deficiência de baixa renda, começou a ser pago em 1996. Em 2001 surgiram o Bolsa Escola e o Bolsa Alimentação, que depois dariam origem ao Bolsa Família.
  • ›Saúde e educação: expansão do Programa Saúde da Família, lei dos medicamentos genéricos (1999) e criação do Fundef (1996), que garantiu dinheiro por aluno no ensino fundamental, e do Enem (1998).
  • ›Meio ambiente: em 1995, o desmatamento da Amazônia chegou a 29.059 km², o maior da história do Prodes, e seguiu alto no período.

Lula 1 e 2 (2003-2010): Bolsa Família e queda do desmatamento

  • ›Pobreza e fome: o Bolsa Família (2003) unificou os programas anteriores e chegou a milhões de famílias, com exigência de frequência escolar e vacinação. Junto com a valorização do salário mínimo e o emprego formal, tirou milhões de pessoas da pobreza.
  • ›Saúde e educação: Farmácia Popular (2004), Samu, ProUni (2004), expansão das universidades federais e Fundeb (2007), que estendeu o financiamento para toda a educação básica.
  • ›Meio ambiente: recebeu o desmatamento em 27.772 km² em 2004 e criou o plano de combate ao desmatamento na Amazônia, com satélites de alerta, fiscalização e restrição de crédito a municípios críticos. A taxa caiu mais de 70% até 2010.

Dilma (2011-2016): saída do Mapa da Fome e depois a crise

  • ›Fome: o Brasil saiu do Mapa da Fome da ONU em 2014. Foi criado o plano Brasil Sem Miséria (2011), que buscou famílias que ainda estavam fora dos programas.
  • ›Saúde e educação: Mais Médicos (2013), que levou médicos, inclusive estrangeiros, a cidades sem atendimento; Pronatec (2011); e Lei de Cotas nas universidades federais (2012).
  • ›Meio ambiente: em 2012, o desmatamento da Amazônia chegou a 4.571 km², o menor da série até então. No mesmo ano, foi aprovado o novo Código Florestal.
  • ›O revés: a recessão de 2015 e 2016 aumentou o desemprego e a pobreza.

Temer (2016-2018): ajuste e teto de gastos

  • ›Programas: o Bolsa Família foi mantido e reajustado.
  • ›Saúde e educação: o teto de gastos de 2016 passou a limitar as despesas, incluindo as de saúde e educação, à inflação do ano anterior. A reforma do ensino médio foi aprovada em 2017.
  • ›Meio ambiente: o desmatamento voltou a subir e ficou entre 6,9 mil e 7,9 mil km² por ano.

Bolsonaro (2019-2022): pandemia, auxílio e desmatamento em alta

  • ›Pobreza: o Auxílio Emergencial (2020) pagou até R$ 600 a dezenas de milhões de pessoas e reduziu a pobreza por alguns meses. Em 2021, o Bolsa Família foi substituído pelo Auxílio Brasil, que chegou a R$ 600 em 2022.
  • ›Fome: o Brasil voltou ao Mapa da Fome da ONU, com base na média de 2019 a 2021, e em 2022 a Rede Penssan apontou 33,1 milhões de pessoas em insegurança alimentar grave.
  • ›Saúde: a pandemia deixou mais de 700 mil mortos. A vacinação contra a Covid começou em janeiro de 2021, depois de atrasos na compra de vacinas que foram investigados pela CPI da Covid.
  • ›Educação: o Congresso tornou o Fundeb permanente em 2020, com mais recursos da União.
  • ›Meio ambiente: o desmatamento da Amazônia chegou a 13.038 km² em 2021, o maior em 15 anos, com redução da fiscalização e cortes no orçamento dos órgãos ambientais.

Lula 3 (2023-2025): pobreza mínima e floresta em recuperação

  • ›Pobreza: o Bolsa Família voltou, com R$ 600 por família e adicionais por criança. Em 2024, a extrema pobreza caiu para 3,5% da população, a menor da série do IBGE, e a desigualdade (índice de Gini de 0,504) também chegou ao menor nível desde 2012.
  • ›Fome: o Brasil saiu novamente do Mapa da Fome em 2025.
  • ›Saúde e educação: retomada do Mais Médicos e criação do Pé-de-Meia (2024), uma poupança para alunos de baixa renda que concluem o ensino médio.
  • ›Meio ambiente: entre agosto de 2025 e julho de 2026, o desmatamento da Amazônia caiu para 3.335 km², o menor da série iniciada em 1988, e o do Cerrado, bioma de Goiás, para 5.516 km², também o menor já medido.
  • ›O alerta: 2024 teve uma das piores temporadas de queimadas da década, com seca extrema e incêndios em vários biomas.

Como ler esses números

Os avanços sociais mais fortes coincidiram com crescimento econômico e programas de transferência de renda bem focalizados. Os retrocessos vieram com recessão e pandemia. No meio ambiente, o desmatamento responde rapidamente à fiscalização: caiu quando ela foi reforçada e subiu quando ela foi afrouxada, em governos de diferentes partidos.

Leia os episódios anteriores da série: violência, emprego, impostos e economia e bolso. Amanhã, no último episódio: moradia e crédito imobiliário.

Para conversar sobre como esses cenários afetam a valorização dos imóveis em Goiânia e no Centro-Oeste, fale com Leyde Duarte (CRECI C17586).

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Leyde DuarteCorretora especialista em desenvolvimento imobiliário

Corretora desde 2010, especialista em desenvolvimento imobiliário e estruturação de crédito para aquisição de imóveis. Publica aqui o que costuma dizer no café com clientes, só que com fontes.

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